Lembrei dos seus olhos olhando pra mim
Quando vi o espelho da vida na minha frente
Refletindo a luz do mais belo amanhecer
E a escuridão da mais sombria noite
O embaçar da mais densa névoa
E a nitidez da mais intensa primavera
A ilusão da mais leve carícia
E a profundidade do mais penetrante olhar
Então lembrei dos seus olhos olhando pra mim
E comecei a prestar atenção neles
Eram olhos profundos como a mais leve primavera
E ilusórios como a mais intensa névoa
Nítidos como a mais densa noite
E embaçados como o mais sombrio amanhecer
Obscuros como o mais belo olhar
E iluminados como a mais penetrante carícia
E eu posso te dizer que nesse mundo não existem olhos tão iluminados quanto esses teus
Pois sem eles não vejo a luz no fim do túnel
Sem eles... o túnel sequer tem um fim
Nenhum comentário:
Postar um comentário